Não vale a pena viver de novo

Carlos Lima 11 de dezembro de 2017 0

No Rubro-Negro, 2017 não foi iniciado em Janeiro, mas ainda em Dezembro de 2016, quando ocorreu um processo eleitoral no Rubro-Negro e a chapa “Vitória do Torcedor” venceu.

A ideia do “novo” pairava no ar e os apoiadores comemoraram muito a vitória perante seus adversários. Justamente o vocábulo “vitória”, mesmo nome do nosso amado clube – por que ele praticamente fugiu da rotina do Leão?!

Com Ivã de Almeida no comando, o experiente Sinval Vieira foi conclamado para assumir uma importante pasta, e assim buscar os “melhores nomes” para compor o elenco da temporada que viria. Com os resultados não ocorrendo e os jogadores não rendendo o esperado, além da pressão enorme da torcida, Argel Fucks (então treinador mantido pela gestão) foi demitido antes mesmo do fim do Campeonato Baiano, devido ao insucesso na Copa do Nordeste, quando o time foi desclassificado pelo rival. Wesley Carvalho foi solicitado para comandar o time nas duas partidas do estadual e a primeira do Brasileiro.

Não satisfeito, Ivã contratou Petkovic – nome impactou negativamente em boa parte da torcida, por seus recentes e ineficazes trabalhos em outras agremiações. Ele chegou inicialmente para gerenciar o Futebol, dispensou jogadores, mas virou o faz tudo e até técnico foi. Precisou deixar a função, quando Sinval Vieira foi demitido e trouxe Alexandre Gallo para ser o novo treinador (não teve êxito e saiu sem deixar saudades).

(Imagem: ECV-Divulgação)

Entretanto, o Rubro-Negro não reagiu e voltou a ter insucessos.  Pet tentou remediar a situação que só piorou cada vez mais, até que ele foi demitido do Vitória.

O Campeonato Brasileiro já estava fadado ao fracasso naquela altura para muitos, pois o Leão não fazia uma campanha condizente com as expectativas dos dirigentes e os torcedores.

Ivã de Almeida decide se afastar da presidência por 90 dias (acabou renovando o período em Outubro) e o cargo principal fica sob a responsabilidade de Agenor Gordilho, que prontamente contratou Vagner Mancini (sem clube desde a saída da Chapecoense) para assumir o comando técnico e tentar salvar o time de um possível rebaixamento. Na ocasião, o Rubro-Negro era o penúltimo da Série A.

O grupo não se modificou, mas Mancini resgatou a confiança do seu plantel e alguns frutos foram colhidos após tanto semear. A campanha feita fora de casa era tida como boa, e foi ali que uma luz no fim do túnel começava a ser vista, mesmo que ainda distante. O problema maior agora era vencer no Barradão – o que ocorreu contra o Palmeiras, já no mês de Novembro. Poucas semanas depois, Ivã de Almeida desistiu do cargo que lutou para conquistar um ano atrás.

O time oscilou bastante, figurando dentro e fora da zona de rebaixamento, deixando sua situação para ser resolvida no último compromisso em seus domínios, contra o Flamengo. O embate acabou sendo vencido pelo desafiante, o Sport venceu sua partida e passou o Leão da Barra na classificação, o Avaí apenas empatou e caiu. Graças ao resultado da mesma Chape comandada outrora por Mancini, o Vitória permaneceu na elite.

Foi vergonhoso, melancólico, lamentável e inaceitável a forma como terminamos o ano no Futebol. Agora uma nova eleição vem aí, e o Vitória, que rumo irá seguir?

Ficou provado que inexperiência, ineficiência, teimosia e má gestão quase causaram uma nova queda do Leão para a segunda divisão. Qualquer lembrança com um famoso ditado popular não será mera coincidência.

Independente de quem vença nesta Quarta-Feira (13), todos esperam que na nova gestão,  o rumo do clube seja o caminho das vitórias, pois não vale a pena viver de novo, o mesmo sofrimento deste ano que está se encerrando.

Em tempo: O Vitória na Veia não apoia nenhuma candidatura, mas cada um dos seus integrantes poderão manifestar-se favoráveis a quem quiserem nas redes sociais, desde que não envolvam o nome do site.